14
Jul
09

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Escute, por favor! Você é como eu, um Homo Sapiens. Um ser humano inteligente. Vida, um milagre no universo, surgiu há cerca de 4 bilhões de anos. E nós humanos, há apenas 200 mil anos. Mesmo assim, nós conseguimos romper com um equilíbrio que é tão essencial à vida.  Escute cuidadosamente à essa extraordinária história, que é sua, e decida o que fazer com ela.

É assim que começa o fantástico documentário de Yann Arthus-Bertrand, contando a história da Terra, a nossa casa, e como nós seres humanos conseguimos, em tão pouco tempo, mudar a face do planeta, e colocar em risco nossa própria existência.

Através de imagens aéreas belíssimas de todo o planeta, acompanhadas de uma trilha sonora primorosa, viajamos pelos 4 bilhões de anos de história do nosso planeta, desde o aparecimento das primeiras formas de vida, até o surgimento do homem e sua ação no planeta. É reduntante dizer o que iremos presenciar durante a uma hora e meia de filme.

Mas mais do que simplesmente condenar a ação do homem no planeta, o documentário é feito para incitar a reflexão. A reflexão de que cada um que reside no planeta compartilha da responsabilidade de cuidar do mesmo. E que é preciso que todos nós, seres humanos, tomemos consciência de que nosso modo de vida, hoje, no planeta, é altamente prejudicial à nossa própria sobrevivência.

Mas como o próprio filme faz questão de frisar, “é muito tarde para sermos pessimistas”! As mudanças já começaram, e o filme mostra muitos desses exemplos fantásticos, mas que poucos de nós conhecemos. A humanidade começa a despertar, mas ainda precisa acelerar. Ainda há muito para ser feito, mas ainda há tempo.

Se você se importa com o planeta onde vive, a sua casa no universo, herança de mais de 4 bilhões de anos que nos foi dada a chance de desfrutar, assista a esse filme, e mostre a tantos quantos puder. Organize uma exibição no seu colégio, na sua casa para os familiares e os amigos, na sua Igreja, no seu trabalho. O importante é espalhar a mensagem.

O vídeo está disponível em alta-resolução no Youtube, mas também pode ser baixado por outros meios como os Torrentz. E não se preocupe, isso não é pirataria. Você não vai estar tirando nada de ninguém, pois é exatamente isso que eles querem, espalhar a mensagem.

20
Mai
09

Paul McCartney em Brasilia?

Ok, o E.T não é muito de ter posts oportunistas como esse, e também não faz muito meu estilo, mas é por uma boa causa, acreditem!

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Todo mundo já deve ter escutado algum boato de que Paul McCartney viria ao Brasil, esse ano ou no próximo. Notícias pipocam na internet de uma provável “Farewell Tour” de Macca. Mas o fato, é que nada de concreto existe.

Uma das notícias mais recentes dava conta de que Sir Paul poderia ser o artista convidado pelo governo de Brasília para tocar nos 50 anos da cidade, ano que vem. Contudo, na mesma notícia falava que a preferência era pelo U2.

Eu não tava levando muita fé, mas o governo de Brasília lançou recentemente um site comemorativo dos 50 anos, e lá consta uma enquete, perguntando que som o brasiliense gostaria de ouvir no aniversário. E quem está na lista? Claro, Sir Paul McCartney.

Não sei, pode ser só mais uma falsa esperança de ver o velho Macca aqui no Brasil, mas como não custa nada votar, eu votei. E se você quiser ajudar a dizer ao governo de Brasília, o que os BRASILEIROS gostariam de escutar, vá lá e vote tb!

26
Abr
09

Pacto Sinistro

Quer ouvir uma de minhas idéias para um assassinato perfeito?

Até onde um pacto sinistro pode chegar? A resposta está no filme “Pacto Sinistro”, 1951, de Alfred Hitchcock.

O filme começa em um trem em movimento, cruzando várias linhas. Dois homens estranhos, onde um é tenista honrado (Guy Haines) e o outro um psicopata (Bruno Anthony), acabam ficando na mesma cabine. Guy estava no trem em direção a sua cidade natal, onde queria se divorciar e casar com a mulher que amava. Bruno era um filhinho de papai que odiava o seu papai.

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Guy e Bruno formando o pacto no trem

Logo na primeira cena, todo o enredo, suspense e loucura já é mostrado. O psicopata propõe, à queima-roupa, um pacto sinistro: ele matava a mulher de Guy, e Guy matava o pai de Bruno. Na lata! O tenista concorda assustado, num momento de pressa para se livrar logo daquele louco, e sai do trem. Mas um detalhe: Guy esquece seu isqueiro na cabine. A cena termina com o psicopata afirmando sozinho: “linhas cruzadas”.

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26
Abr
09

I’m not there

Ano passado, fui surpreendido ao ver no jornal que estava passando um filme sobre a vida do Bob Dylan. Maior ainda foi a surpresa ao ver que ele seria interpretado pela Cate Blanchett!  Digo sem hesitar que foi um dos melhores filmes da minha vida. E algumas semanas atrás comprei o dvd edição especial de colecionador com cenas extendidas e comentário do diretor  por apenas 20 reais na Americanas *¬*

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O filme dirigido por Todd Haynes, diferentes dos documentários biográficos, tenta buscar a verdadeira essência de Dylan, utilizando de recursos incomuns como vários atores representando o mesmo personagem. O elenco não deixa a desejar, Christian Bale, Cate Blanchett, Richard Gere, Heath Ledger, Ben Wishaw e Marcus Carl Franklin, todos como Dylan em diferentes períodos de sua carreira. E é confundindo o espectador que ele nos explica quem é Dylan.

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21
Abr
09

Presságio

Desde que tinha visto o trailer desse filme, e lido a respeito, nunca pensei que fosse assisti-lo, muito menos gostar. Mas estava eu nesse sábado à tarde, sem fazer absolutamente nada, e resolvi assistir algo no cinema. As opções eram poucas para o horário e a que me pareceu menos pior foi Presságio. Um filme catástrofe com Nicolas Cage, que faz tempo não faz mais nada que preste. Mas tudo bem, vamos lá. Vamos dar uma colher de chá para o Cage e o diretor Alex Proyas, responsável por assasinar a obra-prima de Isaac Asimov, “Eu, Robô”.

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17
Abr
09

Phil Spector é condenado!!

O blog recebeu um número de visitas recorde no dia 14 de abril de 2009.
No blog existe a palavra “Spector” – a palavra mais buscada nesse dia na intenet.

Phil Spector, um dos maiores produtores musicais, é condenado pelo assassinato da atriz de Hollywood Lana Clarkson. O julgamento começou no dia 25 de abril de 2007.

A defesa defendeu a idéia de que a atriz cometeu suicídio. Verdade seja feita: Spector é um dos caras mais loucos que já existiu, e, claro, essa idéia de suicídio tá estranha.

Phil Spector no julgamento. 14 de abril de 2009

Dando uma olhada pela internet, achei o artigo da revista Rolling Stone sobre o assunto muito bom. Veja:

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04
Abr
09

Coen e Coen

Assim como meu primeiro post, o segundo vai ser sobre irmãos fazendo arte. Joel e Ethan Coen estão entre os diretores de cinema mais conceituados do meio, conhecidos como “diretor de duas cabeças”.

Ethan e Joel (da esquerda pra direita)

Ethan e Joel (da esquerda pra direita)

Seus filmes já foram indicados e ganharam vários prêmios de peso, entre eles o Oscar de melhor diretor(es), melhor roteiro adaptado e melhor filme por “Onde os fracos não têm vez” e a Palma de Ouro do Festival de Cannes (no qual eu confio mais do que no Oscar) por “Barton Fink”. Dirigiram e produziram (sendo Joel mais voltado pra direção e Ethan mais pra produção) desde comédias como “Queime depois de ler” a filmes policiais como “Blood Simple”, seu filme de estréia.

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Leia este post antes de queimá-lo!

Nascidos em Minnesota (Joel em 1954 e Ethan em 1957), filhos de pais judeus, Os irmãos se graduaram em St.Louis Park e depois de mais alguns anos estudando cinema foram para Nova Iorque. Joel trabalhou como assistente de produção para algumas empresas. Em 1984 escreveram e dirigiram “Blood Simple”, daí em diante seguiram escrevendo e dirigindo.

As comédias são engraçadas sem forçarem pro lado pastelão, retardado, todo mundo em pânico da coisa, e os filmes policiais falam por si mesmo, só assistindo “Onde os fracos não têm vez” pra ver que eles realmente não têm vez.

Vale a pena ver TODOS os filmes deles.

02
Abr
09

Tocando o vazio

Esse post eu escrevi originalmente para o meu blog de escalada, e achei que poderia ser também um post no E.T, já que, apesar de ser um filme sobre montanhismo, a história é acessível a qualquer pessoa. Acima de tudo, é uma história de sobrevivência e sobre os limites do ser humano. A frase de “slogan” do filme reflete bem o clima da história (real):

Quanto mais perto você está da morte, mais você percebe que está vivo!

Assisti esse final de semana o filme Touching the void (Tocando o vazio), terrivelmente traduzido para “Desafio Vertical”. Foram mais de 3 dias baixando o filme, que era extremamente recomendado por 10 entre 10 montanhistas. Fiquei com vontade de ler o livro primeiro, mas como sei que o filme sempre perde em relação ao livro, resolvi assistí-lo antes, para então ter a experiência de ler o livro.

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Touching the void foi inicialmente concebido para ser um filme de aventura, com Tom Cruise no papel principal (não sei de onde tiraram essa idéia). Mas os produtores logo perceberam que não sairia um filme de aventura dali e, acertadamente, partiram para uma abordagem documental.

O filme narra a história real, que se tornou uma lenda do montanhismo mundial, de 2 escaladores britânicos: Joe Simpson e Simon Yates. Os dois escaladores resolveram chegar ao cume da montanha Siula Grande, no Peru, escalando por uma face jamais conquistada. Os dois jovens, ambos com pouco mais de 20 anos, chegaram ao cume da montanha em 2 dias, mas na descida, algo trágico aconteceu. E é esse fato trágico, que se converteu numa das mais assombrosas histórias de sobrevivência, que o filme aborda.

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19
Mar
09

Moon e Bá

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Fábio Moon e Gabriel Bá são contadores de histórias.

Nascidos em São Paulo em 1976, os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, nunca pararam de contar histórias desde então. Formados em Artes Plásticas (Fábio pela FAAP e Gabriel pela ECA-USP), ganhadores de inúmeros prêmios tanto no cenário nacional quanto internacional da nona arte, eles vêm ganhando cada vez mais reconhecimento sem deixar para trás a cena underground dos quadrinhos. Seus trabalhos já foram publicados no Brasil, EUA, Itália e Espanha.

Seu trabalho mais popular entre os aficcionados por quadrinhos é o fanzine (revista em quadrinhos independente para os leigos) “10 paezinhos” publicado em 1997 e que vem sendo encadernado e publicado pela editora Via Lettera e pela Devir, uma das que mais tem valorizado o trabalho independente/nacional do ramo. Gabriel também desenhou a minissérie “The Umbrella Academy”, escrita por Gerard Way (vocalista do My Chemical Romance). Ganharam o prêmio Eisner de melhor antologia por “5″ feita em conjunto com Becky Cloonan (American Virgin), Vasilis Lolos (The Pirates of Coney Island) e Rafael Grampá (Mesmo Delivery). Vale também ver sua adaptação do conto “O Alienista” de Machado de Assis, ganhadora do prêmio Jabuti de melhor livro didático e paradidático para ensino médio ou fundamental.

Embora eu ainda não tenha lido muito do trabalho deles (apenas a curtíssima “rock n’ roll” feita em conjunto com Bruno D’Angelo e Kako), ficou claro para mim suas influências artísticas, tanto na própria área dos quadrinhos (vê-se de cara a influência de Mike Mignola, criador do Hellboy nos desenhos de Gabriel) quanto nas outras artes (vários cartazes dos Beatles em algumas cenas).posterrock1

No geral, achei eles desenhistas razoáveis, com grande atenção para detalhes, bons mas não geniais. As histórias são simples e carregadas de fantasia, e conseguem se destacar dos outros quadrinhos nacionais.

Vale a pena baixar :

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11
Mar
09

Who watches the watchmen?

Pra quem é fã de quadrinhos (como eu), Watchmen é com certeza a referência máxima de até onde a linguagem da nona arte pode ser explorada pra contar uma história. E quando começou a se falar sobre a adaptação da aclamada “graphic novel” para o cinema, os fãs começaram a ter calafrios. Afinal de contas, pra todo conhecedor da obra de Alan Moore e Dave Gibbons, a história é de uma complexidade difícil de transpor para o cinema.

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Mas a despeito do receo dos fãs, a produção da adaptação era certa, e passou por muitas mãos, dentre elas a de Darren Aronofsky (Requiem para um sonho, Pi e O lutador) e Paul Greengrass (Supremacia Bourne e Domingo Sangrento). Mas o abacaxi a chance de levar a revista paras as telas ficou nas mãos de Zack Snyder, que trouxe para o cinema a obra de Frank Miller, 300.

Os fãs tremeram nas bases quando souberam que Snyder estava a cargo da produção. Mas logo que começaram a surgir as primeiras imagens do filme, o medo deu lugar à curiosidade, e logo depois ao entusiasmo. Parecia que Snyder estava indo no rumo certo. As primeiras imagens de Roscharch, o Comediante e Dr. Manhattan, impresionaram até os fãs mais temerosos. E depois de anos de espera e medo, Watchmen finalmente chegou às telas, prometendo ser o filme para consolidar as adaptações de quadrinhos como produções maduras e com conteúdo, tendência que já mostrou sua força com o Cavaleiro das trevas de Chris Nolan.

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